terça-feira, 14 de julho de 2009

sobre o peso das coisas não ditas.

que mudam a cor do lugar, dão um amargo na boca, um incômodo no corpo, vontade de levantar. o silêncio é todo povoado de sensações cinzas. os olhos procuram outro lugar.
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nós nos gostamos. estamos aqui. todos iguais.
abracemo-nos talvez. ou povoemos esse momento de risos. medrosos. histéricos.
ou de choros. sofremos. oras, sofremos.
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olha, essa pose, esse carregar lenha de salto alto. vou te dizer, não sei fazer isso não. prefiro te dar minha mão e mostrar que sou toda lesa, toda boba, fraquinha de tudo, cheia de não saber, cheia de medo bobo, de vergonha, pesar, de dor. mas só sei se for assim. se eu te mostrar.

4 comentários:

.lucas guedes disse...

o que não foi dito não existe. a palavra dita, mesmo que pesada fica leve. não, o que não foi dito não existe.

paulete miletta. disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
paulete miletta. disse...

o que não é dito é o que existe. o que dizemos é invenção.

Juliana Cruz disse...

o que ganha o exterior é dado a interpretação. só existe mesmo aquilo que fica do lado de dentro.